quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Como a Mídia Molda a Narrativa dos Crimes no Brasil

 


A maneira como a mídia brasileira noticia crimes está longe de ser neutra. Grande parte dos jornalistas no país se posiciona ideologicamente à esquerda — cerca de 80%, segundo pesquisa citada pela Gazeta do Povo. Isso influencia diretamente o enquadramento das notícias, pois esses profissionais tendem a interpretar os acontecimentos sob a lógica “opressor x oprimido”. Nesse modelo, um “oprimido” nunca é retratado como criminoso, e um “opressor” nunca é retratado como vítima.

O caso recente em Belo Horizonte

Um exemplo claro foi o episódio em que um empresário branco foi acusado de matar um gari após uma discussão em Belo Horizonte (matéria aqui). A notícia ganhou repercussão nacional quase imediata, com forte ênfase no perfil do suspeito: “empresário”, “homem branco”. É óbvio que eu acho que tem que fazer matérias, e que o criminoso tem que ser preso, mas a questão é que a imprensa escolhe alguns casos pra dar destaque enquanto outros ela propositalmente não dá destaque. 

Medidas diferentes para casos semelhantes

Se um motoboy é agredido por um cliente rico e branco e, depois disso, amigos do motoboy partem para agredir o cliente, a narrativa  esquerdista  costuma ser favorável ao motoboy, justificando a reação.
Por outro lado, se um motoboy assalta um homem rico e branco, e testemunhas reagem agredindo o motoboy, a cobertura geralmente condena o ato, classificando-o como “justiça com as próprias mãos” e desviando o foco do crime inicial.

A cor da pele como fator de manchete

Outro ponto evidente é o uso seletivo da cor da pele nas notícias:

  • Quando um policial branco mata um criminoso negro, a cor do criminoso é destacada, muitas vezes com insinuações de motivação racial. "Policial mata homem negro"

  • Mas quando um criminoso negro mata uma vítima branca, dificilmente se menciona a cor de qualquer um dos envolvidos.

Casos de repercussão x casos invisíveis

Ao longo dos anos, vimos casos como Suzane von Richthofen, Alexandre Nardoni e Guilherme de Pádua (caso Daniela Perez) ocuparem capas de jornais e programas de TV por dias ou semanas. Todos tinham algo em comum: eram brancos, de classe média ou alta, e seus crimes foram narrados como grandes “escândalos nacionais”.
Entretanto, assassinatos brutais cometidos por criminosos negros ou pobres raramente recebem cobertura prolongada, e muitas vezes sequer chegam às manchetes nacionais.

O viés também aparece nas matérias sobre acidentes e atropelamentos:

  • Se um rico em um carro de luxo (Porsche, BMW, Mercedes) atropela alguém, a notícia quase sempre cita o modelo e a marca do veículo, destacando o poder aquisitivo do motorista.

  • Quando um acidente semelhante envolve um carro antigo ou popular, raramente se dá ênfase à marca ou condição econômica do condutor.

O mesmo vale para crimes cometidos por jovens de classe média ou alta: o status social vira parte central da narrativa. Já quando o criminoso é pobre ou negro, essa informação tende a ser omitida.

A esquerda costuma atribuir a criminalidade à pobreza, tratando negros e pobres como vítimas de um sistema desigual e opressor, e não como responsáveis diretos por seus atos. Já crimes cometidos por ricos são vistos como mais revoltantes, pois, segundo essa lógica, eles “não precisariam roubar”.

Esse raciocínio é falacioso. A imensa maioria das pessoas pobres e negras são trabalhadoras, honestas e jamais cometeriam crimes. O caráter de uma pessoa não é determinado pela conta bancária nem pela cor da pele, e tratar crimes de maneira seletiva apenas distorce a realidade e manipula a opinião pública.

Você pode matar estuprar, roubar  até matar que os esquerdistas estarão dispostos a lhe defender:

"Cadeia não resolve" "é uma vítima do sistema opressor" "basta ao punitivismo"

Mas se você cometer o crime de racismo, já era, será cancelado e pedirão sua prisão, sim agora a cadeia resolve. "fogo nos racistas". Note que os esquerdistas equivalem o crime de "homofobia" ao crime de racismo, então pra eles tá tudo junto. 

Vejam só, recentemente um youtuber fez um vídeo onde vai na casa de um "racista" que ofendeu a mãe dele. Com uma arma ele ameaça esse racista dá até tiro pro alto e pra dentro da casa do "racista".

Os esquerdistas condenaram a atitude do youtuber? Afinal de contas ele estava ARMADO e queria fazer justiça com as próprias mãos. Não, a esquerda não condenou o youtuber, pelo contrário tinha gente vibrando com a atitude .

Mas olha só, era tudo fake, o youtuber gravou o vídeo com a ajuda do amigo, o suposto "racista", tudo pra ganhar views no canal.  

Você pode ser tudo, menos racista. Um outro youtuber foi acusado de pedofilia, foi cancelado pela esquerda? Bem, não muito, sabe como é né, ele é da turminha do bem, é contra o fascismo, Bolsonaro direita etc. Já está de volta fazendo vídeos no canal dele. 

Em 2019 em um jogo no Mineirão entre Atlético e Cruzeiro teve confusão na arquibancada. Pessoas começaram a quebrar tudo e a brigar umas com as outras. Seguranças apareceram para tentar acabar com a confusão. Foram agredidos, jogaram coisas neles etc. Mas sabe o que teve mais destaque? O caso de  racismo que um segurança sofreu de um torcedor.  A imprensa não foi atrás pra saber o nome dos torcedores que agrediram fisicamente outros torcedores e seguranças. Ela foi atrás pra saber a identidade do torcedor que fez ofensas racistas contra um segurança. 


Sim, o cara que agrediu verbalmente o segurança no Mineirão deve ser exposto e condenado. Mas e as pessoas que agrediram FISICAMENTE outras pessoas, atacando pedras e outros materiais? Porque será que não foram  expostos com a mesma veemência?

Fica uma mensagem: Se for agredir alguém, agrida fisicamente, machuque bastante o outro. A mídia esquerdista  não vai dar atenção, não vai mostrar onde você mora, seus familiares. Mas se você agredir verbalmente alguém, cometer racismo, pode ter certeza que a casa vai cair pra você.

Quando influenciadores e pessoas de Direita  denunciaram casos de exposição de crianças ao lado de um homem nu em museus, a reação da mídia esquerdista, políticos de esquerda e influenciadores esquerdistas foi imediata: falaram em censura, atacaram as denunciantes e minimizaram a gravidade do problema. A discussão foi rapidamente transformada em um debate sobre liberdade artística, ignorando completamente o impacto sobre as crianças envolvidas.

Hoje, um youtuber como Felca denuncia a erotização infantil nas redes sociais, e muitas dessas mesmas vozes que antes criticaram Regina Duarte e Damares agora apoiam a denúncia. Curiosamente, a ênfase não é na punição mais severa dos pedófilos, mas sim na regulamentação das plataformas digitais, como se o problema estivesse no espaço virtual e não na impunidade dos criminosos.

A realidade é clara: enquanto a Direita sempre defendeu penas mais duras para os exploradores de crianças, a Esquerda historicamente se posicionou contra o aumento das punições, preferindo debates sobre censura e liberdade de expressão. Essa diferença de postura evidencia que, para alguns, a prioridade não é a proteção das crianças, mas o controle de conteúdos e plataformas, deixando de lado a responsabilidade penal dos abusadores.

No fim das contas, denunciar a exploração infantil continua sendo necessário, independentemente de quem tenta politizar o tema. Defender as crianças é muito mais do que regular redes sociais: é garantir que quem comete crimes seja de fato punido.

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